"Só unidos poderemos vencer" - José Maria Neves

PorAndre Amaral,25 set 2026 12:32

O Presidente da República, José Maria Neves, confirmou esta candidatura à sua sucessão como uma “nova versão” do mandato iniciado em 2021, defendendo que o país precisa de “mais segurança”, correcção de “erros e falhas do sistema anterior” e novas funcionalidades que acelerem o ritmo de crescimento e desenvolvimento de Cabo Verde. Declarações feitas em conferência de imprensa, após a confirmação da sua candidatura pelo Tribunal Constitucional.

Segundo José Maria Neves, aceitar esta candidatura significa defender a eleição de um Presidente “capaz de mobilizar e de inspirar os cabo-verdianos nas ilhas e na diáspora” para enfrentar desafios que classificou como estruturais: o envelhecimento da população, que vai exigir reformas profundas na segurança social, na educação, na saúde, no ordenamento do território e nos transportes; o aumento das restrições à mobilidade e da discriminação contra imigrantes nos países de acolhimento, com impacto directo sobre um “povo migrante” como o cabo-verdiano; os constrangimentos por ultrapassar na mobilidade interilhas, de pessoas e de bens; e os efeitos das alterações climáticas, com secas severas de um lado e tempestades e cheias do outro, num contexto de “disrupção” global que obriga um pequeno Estado insular a posicionar-se “de forma inteligente e sábia”.

O candidato insistiu no papel de mobilização e inspiração reservado à Presidência, lembrando que “o Presidente não governa, não legisla, mas pode inspirar, pode mobilizar” e procurar entendimentos e consensos entre os diferentes níveis de poder e partidos políticos. Descreveu-se como um “árbitro com experiência”, apto a “correr todo o campo”, advertir, conciliar e sugerir sempre que necessário, com o objectivo de acelerar a execução e a eficácia das decisões políticas.

José Maria Neves falou ainda da recente digressão pela diáspora, que o levou a Portugal, França, Holanda e Luxemburgo. Segundo o Presidente, foi recebido com entusiasmo por empresários, estudantes, artistas e trabalhadores cabo-verdianos, que lhe transmitiram “esperança” e “confiança”. Justificou o início da campanha pela diáspora com o argumento de que esta é “um pilar essencial do Estado de Direito cabo-verdiano”, defendendo uma ligação mais profunda entre as ilhas e as comunidades no estrangeiro para o “crescimento inclusivo” do país.

Questionado sobre a elevada quantidade de candidaturas admitidas pelo Tribunal Constitucional, José Maria Neves disse respeitar todos os concorrentes por igual e considerou que o número mostra “algum vigor da democracia cabo-verdiana”. Defendeu uma “campanha elevada, de debate de ideias e de propostas” como forma de contribuir para reduzir a abstenção.

Sobre a mensagem central da campanha, reiterou o apelo à união: “só unidos, só juntos poderemos vencer os desafios que temos pela frente” e à mobilização de competências nas ilhas e na diáspora, confirmando que o lema da candidatura será anunciado amanhã.

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Autoria:Andre Amaral,25 set 2026 12:32

Editado porAndre Amaral  em  25 set 2026 17:30

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