Os números constam da segunda avaliação da experiência de utilização do Sistema de Informação da Justiça (SIJ), realizada após cerca de um ano e meio de implementação do sistema e referente ao ano judicial 2025/2026.
Segundo o IMIJ, os 46 mil autos foram tramitados digitalmente através da integração do SIJ com as esquadras da Polícia Nacional e da Polícia Judiciária.
A digitalização permitiu não só reduzir o consumo de papel, mas também diminuir a utilização de consumíveis de impressão e os gastos com combustíveis associados à tramitação física dos processos.
Ainda de acordo com os resultados da avaliação, 95,5% dos participantes afirmam utilizar o SIJ diariamente ou várias vezes por semana.
Quanto aos efeitos da ferramenta no trabalho, 71,6% dos inquiridos reconhecem ganhos de rapidez na tramitação dos processos e na execução de tarefas.
Outros 76,1% consideram que o sistema permite um acesso mais fácil à informação e aos documentos processuais.
A avaliação indica ainda que 70,2% dos participantes identificam benefícios gerais no funcionamento dos serviços, enquanto 62,7% reconhecem o contributo do SIJ para a redução do uso e da circulação de papel.
No que diz respeito à satisfação, 89,6% das respostas situam-se entre os níveis cinco e dez, numa escala de zero a dez.
A digitalização tem sido acompanhada também pela introdução de novas ferramentas e competências. O IMIJ informa que 401 profissionais da Justiça já utilizam assinatura digital qualificada nos despachos e que 110 profissionais, incluindo juízes, procuradores e oficiais, receberam formação em inteligência artificial.
Os advogados também passaram a interagir com os processos por via digital. Segundo o instituto, dezenas já utilizam o Portal da Justiça ou recorrem às secretarias judiciais para acompanhar os seus processos digitalmente, evitando deslocações e custos de estadia.
Apesar dos avanços, o IMIJ reconhece a existência de desafios na consolidação do sistema.
Entre as metas definidas está o reforço da equipa de acompanhamento e suporte, cuja capacidade deverá aumentar de 30% para pelo menos 64% até ao final de 2027.
A próxima etapa passa pela extensão da tramitação digital aos processos cíveis. O instituto afirma estar preparado para iniciar três projetos-piloto e proceder posteriormente a uma expansão gradual, aguardando apenas autorização para o arranque.
A capacitação dos profissionais e a evolução contínua do sistema fazem igualmente parte das prioridades definidas para o novo ano judicial.
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