Cinco anos depois de ter conquistado o terceiro lugar nas eleições presidenciais de 2021, Casimiro de Pina volta a candidatar-se à Presidência da República. O jurista coloca a defesa da Constituição e do Estado de Direito no centro da sua candidatura, que apresenta como uma batalha pela República e pela Liberdade. Critica a intervenção dos partidos nas presidenciais e acusa o anterior Presidente da República, José Maria Neves, de ter ultrapassado as suas competências constitucionais. Defende uma Presidência assente nos mecanismos de controlo e equilíbrio entre os órgãos de soberania e numa «vontade de Constituição». Casimiro de Pina diz contar agora com mais apoios e pretende transformar a «medalha de bronze» de 2021 numa «medalha de ouro». Nesta entrevista, explica a sua visão para a Presidência, o papel que atribui ao chefe de Estado e as prioridades que pretende assumir caso seja eleito.
Joana Rosa, por sua vez é a primeira mulher a avançar com uma candidatura presidencial e defende uma Presidência da República independente, capaz de assegurar o equilíbrio entre os poderes, reforçar a confiança nas instituições e aproximar o Estado dos cidadãos. Na primeira candidatura de uma mulher à chefia do Estado cabo-verdiano, propõe uma magistratura de influência assente no diálogo, na defesa da Constituição e no acompanhamento dos grandes desafios nacionais, da juventude à coesão entre as ilhas. Em entrevista ao Expresso das Ilhas, afirma que Cabo Verde precisa de uma Presidência que saiba intervir sem se substituir ao Governo e garante que, se for eleita, fará diferente.
Já José Maria Neves candidata-se sob o lema «Cabo Verde, Vencer Juntos». Como incumbente, o momento é também de balanço de cinco anos, que avalia positivamente – «Fui um verdadeiro árbitro», diz –, num mandato que não esteve isento de polémicas. Nesta entrevista, fala do aprendizado que o preparou para os desafios actuais do país, rejeita a existência de tensões institucionais e aponta as prioridades para um eventual segundo mandato.
Em destaque está também a reportagem sobre a prevalência das doenças cardíacas em Cabo Verde.
Em quatro décadas, o perfil das doenças cardiovasculares no país mudou. Se, no início dos anos 1980, a febre reumática e as doenças das válvulas do coração afectavam sobretudo crianças e jovens, hoje são o entupimento das artérias, a hipertensão, a obesidade, a diabetes e o sedentarismo que assumem maior peso. É neste contexto e no âmbito do Dia Mundial do Coração, assinalado a 29 de Setembro, que esta reportagem olha para os desafios que persistem na prevenção e no tratamento.
Na capa desta edição damos igualmente destaque à presença do primeiro-ministro, Francisco Carvalho, na Assembleia-Geral da ONU.
A participação de Cabo Verde na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas ficou marcada pela estreia do primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no debate geral da organização e por uma série de encontros de alto nível realizados entre 21 e 26 de Setembro, em Nova Iorque.
Em tempos de chuva olhamos para o panorama agrícola na ilha de Santo Antão.
Chuva tardia não chega para alterar a perspectiva de um mau ano agrícola em Santo Antão. Os efeitos de um Agosto e de um Setembro praticamente secos sentem-se no terreno, com redução de rendimentos e aumento dos custos das famílias. Pede-se que a resposta pública deixe de começar apenas quando os prejuízos já estão instalados.
Espaço igualmente para a robótica.
Cabo Verde volta este ano ao FIRST Global Challenge, competição em que participa desde a primeira edição, em 2017, levando à Coreia do Sul mais uma geração de jovens e um novo robô construído em São Vicente.
A ler igualmente o artigo de opinião ‘A dignidade da família cabo-verdiana não se mede pelo nome’ da autoria de Ilídio Cruz.
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