Joana Rosa fez estas declarações numa conferência de imprensa, na localidade de Alto de Safende, na sequência da admissão da sua candidatura à Presidência da República pelo Tribunal Constitucional.
A candidata assegurou que, já no próximo dia 2 de Outubro, apresentará publicamente a sua candidatura e a visão para o exercício do cargo de Presidente da República de Cabo Verde. Até lá, afirmou, o seu compromisso nesta fase é “ouvir Cabo Verde, ouvir com atenção, ouvir com respeito e sentir a vontade das pessoas”.
“E ouvir não significa prometer tudo. Significa conhecer melhor aquilo que o país sente e espera, para depois exercer com responsabilidade, equilíbrio e independência as competências que a Constituição atribui ao Presidente da República”, frisou.
A candidata defendeu que o Presidente da República deve garantir o respeito pelos princípios e pelas regras constitucionais, bem como contribuir para o equilíbrio e o bom funcionamento das instituições da República.
Quanto à promoção do diálogo, a candidata defendeu a necessidade de reforçar o diálogo entre as instituições, com a sociedade civil e com os partidos políticos, tendo considerado ser necessário criar condições para o bom funcionamento das instituições democráticas.
Com relação à proximidade, Joana Rosa afirmou que o Presidente da República deve estar ao serviço das pessoas e da nação, incluindo da diáspora. Enquanto candidata, disse querer mostrar à população cabo-verdiana que pretende ser uma Presidente de proximidade, para ouvir, escutar e acompanhar, junto das autoridades públicas e privadas, os desafios do país.
“Quero ser uma Presidente diferente, quero ter um exercício, enquanto Presidente da República, que mostre a diferença naquilo que é a concepção dos poderes presidenciais, mas também mostrar a diferença naquilo que é a atitude da Joana enquanto Presidente da República”, afirmou.
Joana Rosa defendeu ainda o funcionamento regular das instituições e o respeito mútuo entre os órgãos de soberania, sublinhando a importância da cooperação institucional.
“Queremos é ter as instituições a funcionar. Temos um quadro constitucional claro de separação de poderes. Todos devem respeitar os órgãos do poder, os órgãos do poder devem respeitar-se mutuamente, mas devemos sempre ter presente a boa cooperação que deve existir”, detalhou.
Sobre a relação com o Governo, disse que será uma relação institucional, considerando que o Presidente da República não deve estar contra o Governo.
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