Alcides Évora integrou as fileiras do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) em 1965, quando se encontrava emigrado em França. Nesse mesmo percurso de preparação para a luta de libertação, fez parte do grupo de cabo-verdianos que seguiu para Cuba para receber formação de guerrilha, tendo em vista um eventual desembarque militar em Cabo Verde para desencadear a luta armada.
A 15 de janeiro de 1967, o grupo de cabo-verdianos que se encontrava em Cuba prestou juramento solene perante Amílcar Cabral, assumindo o compromisso de lutar pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.
Depois de gorada a possibilidade de um desembarque militar no arquipélago, Batcha seguiu para a Guiné-Conacri, onde passou a trabalhar ligado ao Secretariado do PAIGC.
Após a independência de Cabo Verde, em 1975, Alcides Évora trabalhou na área do protocolo de Estado, ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Na nota de pesar, a ACOLP recorda-o como um combatente de carácter afável, um amigo sempre bem-disposto e disponível para ajudar os outros.
Também o Instituto Pedro Pires para a Liderança prestou homenagem a Batcha e lembrou a longa amizade que o unia a Pedro Pires.
Numa mensagem de homenagem, a instituição descreve Alcides Évora como um companheiro discreto, firme e leal, que esteve presente tanto nos grandes momentos da História como nos pequenos momentos da vida.
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