Era para ser um dia de festa. O dia de um passeio que, anualmente, a abrir ou fechar o ano lectivo, Henrique Cardoso (Djedjino), conhecido condutor com décadas de serviço no transporte de alunos, organizava para as crianças e jovens que transportava durante o período escolar. Uma tradição de longa data, muito estimada por todos.
O destino foi Chã das Caldeiras. Fotos publicadas nas redes sociais, cheias de rostos sorridentes de vários alunos dos agrupamentos do Curral Grande e de Ponta Verde e outros convidados, alguns dos quais adultos, mostram o ambiente animado que se viveu nesse passeio. Retratos de uma juventude com todo um futuro pela frente.
O regresso a casa aconteceu ao final da tarde, por volta das 18h00. Os participantes distribuíram-se entre o autocarro, conduzido por Djedjino e duas hiaces que faziam parte do passeio, segundo a TCV.
O que se passou depois ainda não foi totalmente apurado. Na descida entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, o autocarro terá perdido o controlo. "Ultrapassou um desses hiaces, embateu no retrovisor e foi cair ribeira abaixo", relatou a jornalista Anabela Varela, no Jornal da Noite de domingo. Uma das hipóteses mais avançadas é que tenha rebentado um pneu.
A fatídica queda deu-se numa descida, logo após uma curva bastante acentuada. Ao longo de 30 metros, o autocarro, com 38 pessoas dentro, revirou numa encosta de pedra até embater num rochedo. As imagens mostram a frente desfeita pelo embate, bem como toda a carroçaria amolgada. Alguns passageiros, haviam sido projectados do veículo durante a queda.
Quem ia no carro ultrapassado viu tudo. Muitos ainda estão em choque.
O resgate
À hora do acidente, Irlando estava por perto, nas lides diárias. Mais concretamente, e como contou à TCV, a ordenhar a sua vaca, quando ouviu um barulho forte. Ele e mais duas pessoas acorreram a ver o sucedido e depararam-se com o acidente. Mãos acenavam pedindo socorro. Apesar de manco, conseguiu chegar ao local e começou a afastar os mortos para tentar salvar os vivos.
“Se houvesse condições tínhamos salvado mais gente”, relatou, agitado, à TCV.
Também Zé foi um dos primeiros a prestar auxílio nesta tragédia cuja dimensão nem imaginava. “O que vi no local é algo para o qual nem tenho palavras”. Por duas vezes fez o íngreme caminho e carregou acidentados para a estrada, mas o corpo começou a fraquejar.
A notícia, entretanto, espalhou-se e a estrada começou a encher-se de gente, entre curiosos, moradores da zona e equipas de resgate (bombeiros, agentes da Protecção Civil e polícia). A caída da noite, nessa zona sem iluminação, dificultou ainda mais as operações. Com a luz dos telemóveis e pequenas lanternas de bolso tentou-se ultrapassar a escuridão.
Tal como Irlando e Zé, também as equipas de socorro profissionais tiveram um trabalho duro: horas a fio a desmontar a carroçaria, para conseguir retirar os corpos que ainda ficavam presos no interior. Depois, a longa ladeira até à estrada.
Num primeiro momento, relatos informais apontavam para oito mortos. As horas seguintes revelariam uma tragédia de dimensão ainda maior: vinte pessoas, a maioria crianças e jovens, foram declaradas mortas no local. Os feridos foram encaminhados para o Hospital Regional São Francisco de Assis, em São Filipe, transportados da forma que era possível: em ambulâncias, carros da Câmara Municipal e viaturas privadas.
Uma gravação do foguense Paulo Pires, em directo no Facebook, mostrou a chegada dos acidentados ao hospital. Uma movimentada procissão de carros que transportava as vítimas e a correria imensa dos profissionais de saúde para as receber. Apelou-se, nessa altura, a todo o pessoal clínico disponível na ilha que acudisse ao hospital para apoiar os tratamentos. E soube-se, depois, que pelo menos três acidentados foram, entretanto, encaminhados para uma clínica privada para realizar uma tomografia (TAC).
Às 00:00 de domingo, o país entrou em luto nacional de dois dias.
De madrugada, fontes oficiais confirmavam já 22 mortos, incluindo o motorista. Ao amanhecer, o Fogo contava 25 mortos.
Funerais
Ainda antes do dia nascer, apenas algumas horas depois da tragédia, sete vítimas foram sepultadas. A decisão veio de uma directiva da Delegacia de Saúde local, associada ao estado em que os corpos se encontravam.
Os restantes funerais decorreram ao longo da manhã de domingo. As imagens dos caixões alinhados na Igreja de São Lourenço, da missa das exéquias e do cemitério, com várias valas abertas, mostram claramente tratar-se de uma das piores tragédias vividas em Cabo Verde - “a maior desde a Independência”, nas palavras do primeiro-ministro, Francisco Carvalho.
Houve mães e pais que sepultaram mais do que um filho, casas onde dois ou três membros da família morreram, pessoas que perderam sete familiares, de graus diferentes, de uma assentada.
O Presidente da República, José Maria Neves, deslocou-se à ilha e esteve presente no cemitério para acompanhar as cerimónias de despedida. Também o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, viajou para o Fogo, onde, nessa manhã, apresentou o gabinete de crise (ver caixa) e as medidas mais imediatas de resposta à tragédia.
Luto nas redes
Mas o luto não ficou pelos cemitérios, nem por São Filipe ou pelo Fogo. Espalhou-se por Cabo Verde e outros países, e pelo mundo digital. As redes sociais encheram-se de mensagens de diferentes personalidades, instituições e cidadãos comuns, lamentando a tragédia e solidarizando-se com as vítimas. Encheram-se também de publicações de pais, tios, irmãos, primos, outros familiares e amigos que lamentavam a perda dos entes queridos. Associações, escolas e outras entidades publicaram igualmente homenagens mais personalizadas a alguns dos malogrados.

É o caso, por exemplo, do Liceu Domingos Ramos, na Praia, e da iniciativa Crianças Embaixadoras dos Direitos Humanos de Cabo Verde, que assinalaram a morte da aluna e embaixadora Djenifer de Pina, do 10.º ano, que estava de férias no Fogo; ou da Associação Maense em Portugal, que lamentou a morte de Vítor Timas, candidato este ano ao ensino superior. Várias outras publicações, no mesmo tom, pontuaram os murais digitais dos cabo-verdianos, muitas vezes acompanhadas apenas pelo primeiro nome da vítima.
No meio destas manifestações de dor, houve também desinformação. Pelo menos uma menina que não faleceu no acidente foi dada como morta nas redes sociais.
Imagens do acidente e funeral, algumas delas chocantes, encheram igualmente o espaço digital nacional. Face a isso, a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) apelou à contenção na partilha de conteúdos, pelo impacto que essa exposição pode ter junto das pessoas afectadas pela tragédia. "Neste momento de dor, mais do que informar, é preciso saber respeitar", reforçou a CNDHC. Também o ministro da Saúde e porta-voz do gabinete de crise, Lúcio Miranda, apelou, na terça-feira, à população para ter cuidado nas partilhas, lembrando que, num momento de fragilidade psicológica tão grande, conteúdos falsos ou perturbadores só podem agravar o sofrimento.
Os que ficam
No hospital, entretanto, contava-se uma história paralela: a dos que sobreviveram. Dos 13 sobreviventes, apenas uma menina de 6 anos teve alta ainda no domingo.
Os restantes 12, todos entre seis e 16 anos, continuavam internados, até esta terça-feira, 8.
Desde domingo, encontra-se no Fogo uma equipa médica de reforço, com cerca de 16 elementos dos hospitais Agostinho Neto (Praia) e Baptista de Sousa (São Vicente), incluindo especialistas em neurocirurgia, cirurgia geral, cardiologia, intensivistas e anestesistas, além de enfermeiros de terapia intensiva.
Com este reforço, os pacientes começaram a ser operados no Fogo, como explicou Dionísio Semedo: um doente foi submetido a uma laparotomia exploratória; um segundo paciente crítico foi estabilizado graças à intervenção do neurocirurgião vindo da Praia; um terceiro teve de reentrar no bloco cirúrgico (relaparotomia) devido a complicações pós-operatórias, mas em estado clinicamente estável.
Ao todo, quatro doentes apresentavam estado considerado crítico, devido à gravidade de múltiplos traumas abdominais e cranianos.
No dia seguinte, segunda-feira, o cenário clínico melhorou: “apenas” dois pacientes continuavam a inspirar cuidados redobrados. Ambos foram operados. Como as cirurgias no Fogo foram bem-sucedidas e os pacientes estavam a responder positivamente, a direcção clínica optou por não fazer as evacuações médicas para a Praia, preferindo aguardar a evolução local.
Contudo, ontem, depois da reunião do gabinete de crise, foi decidido realizar as duas transferências, de avião, para o Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto: um dos pacientes por precisar de acompanhamento especializado prolongado, o outro para ser submetido a uma cirurgia electiva.
O ministro da Saúde e porta-voz do gabinete de crise, Lúcio Miranda, disse ainda, após essa reunião, que a evolução clínica dos doentes internados continua a ser favorável, apesar de alguns apresentarem quadros graves: traumatismos cranianos, abdominais, politraumatismos.
"Quando dizemos que a evolução é favorável, quer dizer que clinicamente os parâmetros vitais do paciente estão a melhorar", especificou.
Com as evacuações, as equipas médicas de reforço, regressam também elas, às respectivas ilhas.
Ficam no hospital regional 11 pacientes, todos descritos como estáveis, comunicativos, com parâmetros vitais normais.
___________________________________________________________
Governo cria Gabinete de Crise
Para coordenar a resposta à tragédia, o Governo montou de imediato um gabinete de crise, cuja criação foi anunciada no domingo de manhã. O anúncio foi feito pelo próprio primeiro-ministro, Francisco Carvalho, à chegada ao Fogo, acompanhado dos ministros da Saúde, Lúcio Miranda, e da Justiça, Clóvis Silva.
Na altura foi anunciada a equipa médica que se deslocou à ilha, e adiantado que o executivo estava em contacto com parceiros internacionais, de modo a assegurar, caso necessário, a evacuação de doentes que precisassem de cuidados médicos diferenciados.
Coube também a este gabinete anunciar, através do seu porta-voz, Lúcio Miranda, ainda no domingo e após a primeira reunião, que o Estado assumiria as despesas dos funerais das 25 vítimas, bem como os custos de deslocação dos familiares directos que tivessem de viajar da Praia para o Fogo. O Estado asseguraria ainda a trasladação de uma das vítimas para a capital.

Na segunda-feira de manhã, ou seja, já após os funerais, a companhia CVsky disponibilizou um voo extra, para facilitar as deslocações.
Esta terça-feira, ao assinalarem-se três dias da tragédia, e numa espécie de balanço, o ministro avançou que as acções consideradas prioritárias e de emergência já foram executadas; outras continuam em curso. O gabinete vai agora concentrar-se sobretudo no acompanhamento dos doentes hospitalizados e na preparação do que se segue, incluindo o regresso às aulas.
O regresso a casa não será, para muitos, simples. Atendendo ao contexto de luto e às experiências traumáticas vividas nas próprias comunidades, está a ser montado um espaço de acolhimento para os doentes que precisem desse apoio. É previsto funcionar, pelo menos, até à missa do 30.º dia.
O gabinete está também a trabalhar com o Ministério da Educação: uma das escolas perdeu 13 alunos, situação que, segundo Lúcio Miranda, citado pela Inforpress, terá impacto não apenas nos colegas directos, mas em toda a comunidade escolar. Por isso, o apoio psicológico será também direccionado para as escolas.
_________________________________________________________
Apoio psicológico é uma prioridade
Desde segunda-feira, equipas de psicólogos começaram a percorrer as comunidades mais atingidas, tentando pôr algum chão debaixo dos pés dos que ficaram.
Uma das grandes preocupações tem sido também o estado emocional e psicológico dos sobreviventes, das famílias e amigos dos envolvidos no acidente, mas também de quem presenciou ou se deparou com o cenário deixado pela tragédia, seja no resgate, seja, mais tarde, no atendimento às vítimas.
Como disse quem esteve no terreno, dificilmente irão esquecer o que viram. Desde as primeiras horas, ficou, pois, claro que a dimensão da tragédia exigia também uma resposta na área da saúde mental.
A resposta nessa vertente começou a ser estruturada ainda no domingo, com a deslocação ao Fogo da ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, que assumiu a coordenação dos trabalhos. Nas zonas mais atingidas, de Velho Manuel a Monte Preto, a governante descreveu a situação como um verdadeiro “luto comunitário”.
Foi mobilizada uma equipa multidisciplinar, que integra psicólogos, assistentes sociais e técnicos especializados do Ministério da Família, da Associação dos Assistentes Sociais e conta com o apoio técnico da Organização Mundial da Saúde e da UNICEF.
A primeira etapa, iniciada na segunda-feira de manhã, serviu para definir uma intervenção de emergência através do diagnóstico psicossocial das famílias afectadas, como explicou a ministra. A intervenção deverá prolongar-se por diferentes etapas: nos primeiros oito dias, apoio psicossocial e social de emergência a sobreviventes, familiares enlutados e cuidadores; depois, acompanhamento clínico nas comunidades afectadas.
Uma das maiores preocupações prende-se com o regresso às aulas. A maioria das vítimas era constituída por crianças e adolescentes em idade escolar, e o novo ano lectivo começa no Fogo sob o forte peso da tragédia. Equipas de psicólogos estão, por isso, a trabalhar com os professores, preparando-os para receber os alunos e para identificar eventuais sinais de perturbação psicológica ou de stress pós-traumático.
Sob investigação: causas e lições
Mas o que aconteceu naquele troço da estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima? Poderia o acidente, pelo menos na dimensão que foi, ter sido evitado?
São questões que têm sido colocadas desde as mais altas instâncias ao cidadão comum.
As respostas esperam pela investigação, que terá de analisar desde as condições em que circulava o autocarro até às características da estrada e às condições de segurança daquele trajecto.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, já tinha prometido uma análise "séria e profunda" às circunstâncias do despiste, reconhecendo haver questões a rever na construção, avaliação e fiscalização das estradas.
“A construção de estradas interpela-nos a todos. Conhecemos o processo e sabemos como as coisas acontecem nesta terra, sabemos qual é o lugar da avaliação e da fiscalização na sociedade cabo-verdiana. O que falta é agir e tomar medidas concretas e vamos fazê-lo”, garantiu, na sua deslocação ao Fogo.
Entretanto, o Francisco Carvalho deixou claro, esta segunda-feira, que o Governo não pretende avançar, nesta fase, com conclusões sobre as causas do acidente, defendendo que é necessário aguardar pelo trabalho dos técnicos e especialistas.
O gabinete de crise continuará também a funcionar para aprofundar a análise ao acidente e produzir conclusões, recomendações e medidas destinadas a prevenir situações semelhantes no futuro, avançou.
Segundo anunciado, uma equipa das Estradas de Cabo Verde (ECV) iria ao local para avaliar a segurança da via. A partir dessa avaliação serão ponderadas eventuais intervenções, nomeadamente a instalação de protecções laterais e restrições ou proibição da circulação de veículos pesados e autocarros naquele trajecto, conforme explicou, por seu turno, o porta-voz do Gabinete de Crise, Lúcio Miranda.
De imediato, há um problema concreto a resolver: o que fazer ao autocarro, que continua no fundo da ravina onde caiu. O local transformou-se, nas palavras do ministro da Saúde num "espaço de peregrinação" com gente que se desloca até lá para tirar fotografias e filmar, criando o risco de novos acidentes. Por isso, uma equipa técnica multidisciplinar (Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários, Polícia Nacional, Bombeiros Municipais, Protecção Civil, Forças Armadas e um representante da seguradora) iria deslocar-se esta terça-feira ao local para avaliar como remover o veículo, com o apoio de uma grua de grande porte da ENAPOR e de militares especializados.
Um cuidado exigido nessa remoção é que eventuais provas não sejam perdidas: o autocarro terá de ser preservado para permitir as inspecções e perícias que, mais tarde, ajudem a esclarecer o que aconteceu.
Além destas medidas, e voltando às declarações do primeiro-ministro, este garantiu ainda que o governo vai reforçar o sistema de Protecção Civil.
Além do reequipamento da Protecção Civil com viaturas e materiais de desencarceramento, já anteriormente previsto, seguindo as lições da resposta ao acidente do Fogo, pretende-se criar equipa multidisciplinar e polivalente em estado de prontidão permanente para responder com rapidez máxima a grandes catástrofes. Um serviço de Protecção Civil “eficaz, realista, prático e capaz de intervir”, disse esta segunda-feira.
É também neste contexto que regressa ao debate a fiscalização dos veículos. O líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, que também se deslocou ao Fogo, considerou “inadmissível” que crianças sejam transportadas em viaturas sem um controlo rigoroso das condições de segurança e defendeu mudanças no sistema de inspecção automóvel. Entre as propostas está a possibilidade de descentralizar ou liberalizar o serviço, permitindo que outras entidades autorizadas possam realizar as inspecções.
Entretanto, a investigação prossegue e terá de determinar o que aconteceu naquele final de tarde em Campanas de Cima.
Repercursão internacional
A tragédia teve uma repercussão internacional enorme, com mensagens de solidariedade a chegarem de vários continentes. Portugal foi dos primeiros a reagir, com solidariedade do primeiro-ministro Luís Montenegro e do Presidente António José Seguro a José Maria Neves. Chegaram também condolências de Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, dos Estados Unidos, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos e de outros países, além de apoio técnico da ONU, da OMS e da UNICEF. A imprensa internacional noticiou amplamente o acidente - de órgãos portugueses e europeus a norte-americanos, chegando a ser notícia até no Sri Lanka. Em todas as notícias algo foi sempre destacado: o elevado número de crianças e jovens entre as vítimas.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1293 de 09 de Setembro de 2026.
NR: Esta reportagem foi actualizada na versão online após as autoridades terem rectificado o número de ocupantes da viatura, que era de 38 e não 39, como constava da versão publicada na edição impressa. A grávida que inicialmente tinha sido incluída entre as pessoas acidentadas afinal seguia numa outra viatura que fazia o mesmo trajecto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima. O parágrafo sobre esta grávida foi retirado.
homepage








