De acordo com as Estatísticas do Comércio Externo, esta categoria passou a representar 66,4% do total das importações, contra 5,5% no terceiro trimestre de 2025. Excluindo os reatores e caldeiras dos dois períodos em análise, o aumento das importações seria de 22,4%.
No mesmo período, as exportações nacionais registaram um crescimento de 11,8%, passando de 2 359 milhões para 2 637 milhões de escudos, o que corresponde a mais 278 milhões de escudos. As reexportações também aumentaram, em 51,7%, atingindo 11 048 milhões de escudos, contra 7 284 milhões no terceiro trimestre de 2025.
A evolução das importações e das exportações agravou o défice da balança comercial em 255,5%, que passou de 49 249 milhões para 175 091 milhões de escudos. A taxa de cobertura das importações pelas exportações nacionais fixou-se em 1,5%, menos 3,1 pontos percentuais do que no período homólogo, quando se situava em 4,6%.
A Europa manteve-se como o principal destino das exportações nacionais, absorvendo 94,7% do total. Seguiram-se a América, com 4,6%, a Ásia e Oceânia, com 0,5%, e África, com 0,1%.
Entre os principais clientes europeus, Espanha ocupou a primeira posição, representando 56,8% das exportações. O Reino Unido surgiu em segundo lugar, com 21,7%, seguido de Portugal, com 8,5%, e Itália, com 7,6%.
Em comparação com o terceiro trimestre de 2025, Portugal registou uma redução de 7,1 pontos percentuais na sua participação, de 15,6% para 8,5%. Itália também recuou, em 7,2 pontos percentuais, passando de 14,9% para 7,6%.
Os preparados e conservas de peixe continuaram a ser o principal produto de exportação, representando 64,6% do total, embora com uma diminuição de 20,4 pontos percentuais face aos 85% registados no mesmo período de 2025. Seguiram-se os selos postais, com 21,7%, e o vestuário, com 4,8%. Em conjunto, os três produtos concentraram 91% das exportações nacionais.
Do lado das importações, a Europa manteve-se como a principal zona de origem, com 82,5% do total. A Ásia e Oceânia representaram 7%, África 6,2%, América 3,6% e o resto do mundo 0,6%.
Portugal continuou a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, concentrando 72% das importações. Seguiram-se Espanha, com 5,8%, Nigéria, com 5,1%, Kuwait, com 2,9%, China, com 2,5%, e Estados Unidos, com 2,4%.
Além dos reatores e caldeiras, que representaram 66,4% das importações, destacaram-se os combustíveis, com 17,1%, os veículos automóveis, com 1,8%, as máquinas e motores, com 1,4%, e o ferro e suas obras, com 0,9%.
Por grandes categorias económicas, os bens de capital registaram o maior crescimento, com uma subida de 1 111,4%, seguidos dos combustíveis, com 77,6%, e dos bens de consumo, com 8,9%. Os bens intermédios foram a única categoria a apresentar uma diminuição, de 0,4%.
Os bens de capital passaram a representar 68,4% do total das importações, contra 19,5% no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 48,9 pontos percentuais. Os combustíveis corresponderam a 17,1%, os bens de consumo a 8,8% e os bens intermédios a 5,6%.
As Estatísticas do Comércio Externo, divulgadas pelo INE, apresentam dados sobre as transacções de bens de Cabo Verde com outros países, incluindo as exportações, importações e reexportações. Permitem acompanhar a evolução das trocas comerciais, identificar os principais parceiros e produtos transaccionados e avaliar o saldo da balança comercial.
homepage








