​Congresso Africano de Voleibol reúne representantes de 54 países no Sal

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,3 out 2026 17:54

O Congresso da Confederação Africana de Voleibol (CAVB) arrancou hoje, no Sal, com a participação de representantes de 54 países africanos, num encontro destinado a analisar os desafios da modalidade e a definir prioridades para os próximos dois anos.

Na cerimónia de abertura, o presidente da Federação Cabo-verdiana de Voleibol (FCV), António Rodrigues, destacou a importância de Cabo Verde acolher o encontro continental e defendeu o reforço da cooperação entre as federações africanas.

“Receber o Congresso da Confederação Africana de Voleibol é uma grande felicidade para o nosso país”, afirmou António Rodrigues, assegurando que Cabo Verde recebe os participantes “com o seu coração, a sua cultura e o seu profundo abraço à fraternidade africana”.

O dirigente lembrou que Cabo Verde, enquanto país arquipelágico, possui uma experiência particular na aproximação de comunidades e na construção da unidade, apesar das distâncias, considerando que esta realidade confere um significado especial ao encontro.

António Rodrigues defendeu a construção de “um voleibol africano mais forte, mais acessível e mais presente na vida” das novas gerações.

O presidente da FCV considerou que o tema do Congresso, centrado numa África do voleibol unida, no desenvolvimento da modalidade e na inspiração do continente, constitui uma responsabilidade colectiva que deve traduzir-se em medidas concretas nas federações e em melhores perspectivas para os atletas.

Na sua intervenção, agradeceu à CAVB pela confiança depositada em Cabo Verde para acolher o Congresso, bem como à Federação Internacional de Voleibol (FIVB), às autoridades cabo-verdianas, à Câmara Municipal do Sal, aos patrocinadores e aos demais parceiros.

Por seu lado, a presidente da CAVB, Bouchra Haij, afirmou que o Congresso deve servir para “dar orientações, tomar decisões e abrir novas perspectivas para o voleibol africano”.

A dirigente salientou que as decisões tomadas devem ter como principal referência os atletas, treinadores, árbitros e dirigentes que trabalham diariamente para desenvolver a modalidade.

“É para eles que estamos aqui, é para eles que devemos agir”, afirmou.

Bouchra Haij defendeu que a unidade do voleibol africano deve traduzir-se em “mais oportunidades, mais resultados e mais esperança”, sublinhando o potencial do continente, a juventude e os talentos existentes.

A presidente da CAVB reconheceu, entretanto, as dificuldades enfrentadas pelas federações nacionais, nomeadamente a limitação de recursos, a insuficiência de infra-estruturas, os custos das deslocações e a necessidade de financiamento e de apoio governamental.

Para os próximos dois anos, apontou como prioridades o aumento das competições para a juventude, o reforço da formação das federações, mais oportunidades para as mulheres, o desenvolvimento do voleibol de praia, maior visibilidade para os atletas e a inovação digital.

O Congresso decorre durante dois dias, em Santa Maria, e reúne representantes das federações nacionais dos 54 países africanos, devendo os trabalhos centrar-se nas estratégias de desenvolvimento do voleibol e do voleibol de praia no continente.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,3 out 2026 17:54

Editado porFretson Rocha  em  3 out 2026 18:10

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