Augusto Veiga participa em dois painéis que decorrem na sexta-feira, 23: uma conferência sobre o potencial económico da música africana, assim como uma sessão de trabalho com reflexão sobre as condições profissionais e económicas de quem trabalha no sector cultural.
O WOMEX reúne profissionais de todo o mundo para promover a circulação de artistas, a criação de parcerias e o desenvolvimento de oportunidades para o sector musical. São esperados cerca de três mil delegados de 190 países e cerca de mil stands relacionados com o sector.
A relação de Augusto Veiga com o WOMEX não é recente, visto que o empresário participa do encontro desde 2011. A edição de 2026 assinala, contudo, um momento novo: é a primeira vez que intervem como orador.
Segundo uma nota enviada, a passagem de participante a interveniente representa, assim, uma oportunidade para contribuir directamente para o debate sobre os desafios e as possibilidades da indústria musical africana.
Este ano, a presença de Augusto Veiga no WOMEX enquadra-se numa estratégia de reforço da internacionalização do seu trabalho, agora que regressa ao sector privado após ter servido o país como ministro.
“Estar presente no WOMEX permite-me criar oportunidades para os artistas que represento e estabelecer parcerias capazes de aproximar Cabo Verde de circuitos internacionais de programação, formação e cooperação cultural”, esclarece Veiga.
Augusto Veiga disse que quer reforçar a sua rede de contactos e fazer parcerias para trazer eventos, organizações e troca de experiências para Cabo Verde.
Da influência cultural à criação de valor económico. Sob o tema “Can Africa turn It's musical dominance into an economy that travels?”, o painel em que Augusto Veiga participa esta sexta-feira, 23, pelas 11h00, parte de um contraste significativo: África representa cerca de 18% da população mundial, mas capta apenas 0,3% do valor global da música gravada.
A discussão procura compreender as razões desta discrepância e identificar caminhos para que o peso cultural e criativo do continente se traduza numa participação económica mais expressiva.
A sessão será moderada por André Le Roux, da IKS Cultural Consulting (África do Sul), e contará igualmente com Aisha Iyanuoluwa Fancy, da Ejoya/Elite Collectives (Nigéria), e Teshome Wondimu, da Selam (organização com ligação à Etiópia e à Suécia).
A sustentabilidade de quem faz a indústria musical africana. Na “Africa networking session” (sexta-feira, às 16h30), Augusto Veiga participa da discussão “The price paid as a cultural practitioner”, centrada numa questão essencial para o futuro do sector: 'estarão os profissionais da cultura a receber uma remuneração justa pelo seu trabalho?' Coordenada por Herman Kabubi, conhecido como Slim Emcee the Poet, da Truth From Africa, a sessão conta com Idrissa Sow, da rep'tyle music group, e reúne também Kate Krontiris, da Soundwave Creative, André Le Roux, da IKS Cultural Consulting e Stefanie Schumann, da Delicious Tunes.
Augusto Veiga é empreendedor e produtor na área da música e da cultura, com um percurso ligado ao desenvolvimento e à promoção de artistas e projectos musicais cabo-verdianos.
Ao longo da sua carreira, tem trabalhado na criação de oportunidades para a música de Cabo Verde, no fortalecimento de redes profissionais e na aproximação entre o mercado nacional e os circuitos internacionais.
É fundador da Sociedade Cabo-Verdiana da Música (SCM), membro da Associação dos Produtores de Eventos de Cabo Verde e foi director-geral do AME (Atlantic Music Expo) entre 2017 e 2024.
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