Segundo uma nota enviada, à exposição celebra os 30 anos de actuação da artista, em prol do desenvolvimento das aldeias criativas.
“Na proposta que a artista compartilha, cada quadro se liga a uma pessoa, e cada pessoa representa um país africano. Misá descreve 54 quadros e a participação de dez pessoas relacionadas às dez ilhas de Cabo Verde”, revela.
Nesta exposição, Misá recupera a experiência junto dos Lebou, no Senegal, onde, segundo seu relato, cada casa representava um país africano.
“Em Porto Madeira, Cabo Verde, propõe uma casa planetária para encontros entre criação, educação, ambiente e diversidade cultural. As batucadeiras, a tabanca e as histórias das mulheres integram esse pensamento, que afirma a presença de quem produz cultura e sustenta a memória colectiva”, cita.
A mesma fonte refere que a exposição oferece um espaço para essa interação, aproximando a experiência artística da vida comunitária e das possibilidades de colaboração entre territórios.
Com curadoria de Elter Carlos, a abertura anuncia a presença de Misá e da convidada de honra, Elisabeth Traoré, directora da Escola Nacional de Belas Artes de Dakar, além de Fátima Fernandes, Celeste Fortes e Eliane Semedo.
“A celebração reúne o percurso da artista e o desejo de ampliar suas conexões: criar, encontrar pessoas e fazer da arte uma prática de convivência planetária”, indica.
A exposição ficará patente ao público até 26 de Outubro.
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